.: Momento Sede do ANO: Reunion :.

Sábado o tempo passou voando. A quantidade de coisas que podíamos fazer era enorme, então tivemos que escolher só algumas, priorizando as atividades em grupo. Quase tudo fizemos em paralelo mesmo.


A coleção de cubos mágicos da Dani parece que cresceu. Cada vez que eu vou lá tem algum diferente. E nem cubos são mais, tem até um cubo que vira um treco estranho porque ele fica torto e assimétrico quando as pecinhas não estão encaixadas do jeito certo.


O Henry ficou super apegado a Power Ball. O Andy mostrou um videozinho do You Tube de um carinha girando a Power Ball a um altíssimo RPM. Ele chegava a tremer o corpo todo, muito hilário. Eu não consigo mais que 8 mil e uns quebrados. O Henry também acho que não chegou na casa dos 9 mil. O Andy acho que chega, o Boi consegue mais e o Goleiro ainda mais.


Bom, dos jogos do PS3, eu já conhecia a maioria pelas outras vezes que fui lá. A novidade foi Guitar Hero, Blaz Blue, Mushroom Wars e Wii Resort. Battle Cars, Eden, Sonic, Age of Booty e Wii Play eu já tinha jogado das outras vezes.


Os jogos da PSN são os que mais prenderam a nossa atenção. São simples e com um alto poder de viciar as pessoas. Battle Cars e Age of Booty são muito legais, mas os controles estavam de mau humor e não deu pra aproveitar muito bem deles. Ficamos perdendo mais tempo tentando configurar as coisas do que jogando. Mushroom Wars foi divertido. Se você bobear, seu oponente envia trocentos bichinhos para trucidarem os seus cogumelos. Sem perdão.


Bom, atividade envolvendo todos: Munchkin! Enquanto jogávamos Wii o Andy tentava explicar as regras. Eu não prestei atenção, fiquei é jogando o jogo do tanquinho com o Henry. Mas ok, sentamos todos no quarto, uma segunda explicação e estávamos todos jogando Munchkin. O Jeff começou a partida, do lado dele o Henry, Gac, eu, João, Fabz e Ander. Foi épico. Horas e horas e ninguém ganhava aquilo. Pedimos pizza para janta e combinamos que iríamos escolher o vencedor baseado em alguma regra aleatória se ninguém ganhasse até a pizza chegar. Nem eu entendi direito como foi que aconteceu, mas eu consegui ganhar na sorte. Fiquei matando monstrinhos de level 1/2 e subindo de nível. Daí roubei outro monstrinho de nível baixo do cara do lado e pum, game over, eu no nível 10 :P.


Depois chegou a pizza e ficamos jogando Blaz Blue enquanto isso. Um pouco de sorvete e o Andy volta pra casa e... joguinhos! Os mais divertidos foram os do Wii. O Wii Resort tinha muitos joguinhos de competição, a estilo do Wii Play. O minigame de arco e flecha precisava de treino para acertar o alvo. O de basquete precisava ter calma, fazer os movimentos certos. No joguinho de Frisbie, todo mundo menos o Boi usou o modo automático sem querer. Por causa disso eu fiz mais pontos que o Boi, Henry e Jeff juntos. Mas no modo manual o Fabz foi o que fez mais pontos. O minigame que mais surpreendeu foi o do caiaque. Eu fiquei no mesmo barquinho com o Jeff, parecia que a gente ficou para trás na maior parte do tempo, mas deu sorte várias vezes e a barberagem empurrava nosso barquinho para o checkpoint. Daí marcávamos pontos. Disputadíssimo foi o último checkpoint. Nós estávamos lá atrás, em clara desvantagem, mas a barberagem do barquinho do Henry e Boi era tanta que ele estava totalmente descoordenado. No final eu e o Jeff usamos todas as nossas forças para ultrapassar e chegar primeiro no último checkpoint, ganhando a partida por um triz!! Eu, pelo menos, fiquei esgotado, mas valeu a pena!!


O Boi encheu um colchão de ar num quarto e o Henry foi dormir lá. Era pro GaC dormir no colchão de ar, mas duh, ele não quis. Daí ficou só o Henry lá capotado sozinho. Eu confesso que estava sem sono, era mais de 3 da manhã. O GaC roubou o colchão que eu ia usar pra dormir (ok, eu que saí dele) e eu me enfiei no sofá que o Jeff estava dormindo. O Boi apareceu lá para ver se estava tudo bem, desligou o estabilizador que desligou nosso ventilador, mas daí o GaC achou outra tomada \o/! E o Boi achou estranho eu ter me enfiado lá no sofá, porque pra dormir lá eu tive que virar uma bolinha de bakugan. Eu achei que iria ouvir uma sinfonia de roncos, mas até que não? Só ouvi um ronco, que vinha do lado do GaC, acho.


O GaC acordou "cedo". Eu acordei, vi que só ele estava acordado e preferi continuar deitado mesmo. Eu vi o Boi depois, o Goleiro, mas fiquei com preguiça de me mexer. Quando resolvi escovar os dentes e voltei, já estava todo mundo acordado, menos o Henry. Depois ele tomou um banho e voltamos a jogar mais. Já era pra lá de meio dia.


Eu dividi um monte de chocolate com o Henry, que ficou entretido no cubo torto da Dani. Mais um pouco de Mushroom Wars, tentativa frustrada de fazer o adaptador funcionar para jogar Age of Booty... Saímos para almoçar numa padaria por ali. Eu comentei que estávamos indo para o próximo cogumelo e o Fabz ficou se perguntando sobre o que os bichinhos pensavam quando iam atacar um cogumelo e viam que o cogumelo do lado estava vazio.


Quando voltamos, viramos o sofá para poder posicionar a mesa no centro da sala. E jogar mais Munchkin! Outra partida épica. Eu lotei meu inventário de itens, como eu estava demorando para passar de nível e o GaC, o Boi e o Jeff estavam de nível altos decidi fazer uma aliança com o Henry que era o que tinha mais itens. Não sei porque cargas d'água o GaC nos chamou de aliança do mal, eles todos estavam com nível alto e ainda reclama? Praticamente todo mundo nível 9, por um e o Fabz nível baixo... Sei lá como ele chega também no nível 9. A cada monstrinho, a galera solta um monte de buffs para o monstrinho para que ele vença e não deixe ninguém chegar no nível 10. Bom, no fim das contas o GaC enfrenta um monstrinho de nível baixo. Eu baixo o nível dele para 8 com uma carta que eu tenho, mas ele enfrenta outro monstrinho de nivel baixo e ganha 2 níveis e passa para o 10. Game Over.


Arrumamos nossas coisas, nos despedimos na rodoviária e cada um seguiu seu caminho... Faz mais de 1 ano que não vejo todo mundo junto assim, desse jeito. Geralmente eu me encontro com um pouco aqui, outro pouco lá. O Fabz devo ter visto em algum evento e o Henry deve ter sido em Sanca a última vez que eu o vi.


Uaaaah, valeu a TODOS!! Vou guardar mais esse momento!!

.: Momento Sede do ANO: Preparação :.

Esses dois últimos dias me lembrou dos tempos de república. Muitas pessoas juntas por metro quadrado e muita diversão a cada instante. Pra combinar o evento rolaram altas discussões no Gmail e Wave. Um pouco baguçado, um pouco viajado, nada que 5 minutos de conversas não resolvessem, mas acabou sendo útil porque não faltou nada. E o mais importante estava lá, todos nós reunidos depois de muuuuito tempo.


Cada um veio de um lugar. O Fabz veio de Registro, o Henry de São Carlos, o Jeff e o GaC de São Paulo. Aqui de Campinas eu, o Boi, a Dani e o Andy. O Goleiro veio de algum lugar e apareceu mais tarde, como ele está morando lá na casa do Boi, juntou-se mais como uma espécie de NPC.


No sábado de manhã a Dani fez alguns exames de sangue. Quando ela e o Boi vieram me buscar por volta das 11, estávamos com fome, ela principalmente tinha motivos, porque estava de jejum. Comemos numa padaria ali perto e depois seguimos para a rodoviária buscar o Henry.


Chegando na rodoviária descobrimos que não tínhamos o celular do Henry. A Dani ligou para o número, mas quem atendia era outra pessoa. Então esperamos do lado de fora mesmo, até ele chegar. A Dani saiu do carro para procurá-lo. Quando o Henry apareceu foi uma surpreeeesa ver aquele cabelão. Parece que toda a rebeldia que o Henry tentava dominar despertou depois da metamorfose. Henry contou um pouco da situação dele, da faculdade, da banda, etc.


Enquanto esperávamos o Andy chegar com os demais ficamos jogando Guitar Hero na casa do Boi. O Henry nunca tinha ido lá, o Boi mostrou o apartamento rapidinho. Mas não demorou muito e logo saímos para o Dompas almoçar.


Sentamos numa mesa que batia um pouco de sol. Depois de um tempinho chegou a galera que faltava para a party ficar completa. Andy, GaC, Jeff e o Fabz que eu não via a tempos. O Henry ficou muito diferente com o cabelão, mas o Fabz apesar de estar com o cabelo comprido também parecia igualzinho da última vez que o vi.


O Henry queria muito comer camarão, então eu fui com ele pedir algum prato com camarão. Nós dois pedimos um camarão tailandês, um prato com molho curry apimentado e dividimos um outro a parte só com camarão e fritas. O Fabz pediu no Subway, o Jeff no Bon Grille, os demais não sei pra onde foram. Sentaram mais a direita e não reparei nos pratos. O Boi também soltou um trava-língua muito complicado: "Casa suja, chão sujo".


No meio do almoço o Andy saiu para fazer algum pagamento na Renner, mas voltou logo. E como havíamos combinados antes, fomos fazer as compras para o evento. Compramos refrigerantes, salgadinhos, chocolates, doces, sorvete e também uma pipoca que acabamos não usando porque não assistimos nenhum filme também.


E assim, com tudo preparado, seguimos novamente para a casa do Boi!

.: Planos versus Sonhos :.

Hoje de manhã eu parei e pensei: "Nossa, qual foi a última vez que chorei de verdade"? Daí veio na cabeça a imagem de quando eu estava cansado da minha vida em Praia Grande e comecei a estudar no quarto trancado e revoltado. Agora eu lembro que também chorei muito no VGL em outubro passado, junto com alguns amigos. Aquelas músicas me trouxeram muitas lembranças e muita vontade de sonhar de novo. Então eu procurei olhar pra mim mesmo e pensei: "Puxa, tenho planos. Mas e sonhos?". Então eu pensei logo: "Este é um assunto que merece ser compartilhado". Então eu mandei o seguinte email:




"Tipo eu tava pensando em postar algo com esse tema no meu blog: planos versus sonhos. Tipo, sonhos a gente sabe que não necessariamente vão se tornar realidade, mas nos motiva. Planejamento a gente pratica nosso lado meio visionário e bota plano de ação.


Mas mesmo assim, por que a gente precisa de sonhos, mesmo eles sendo impossíveis? Faz bem sonhar? Planejar é mais fácil de medir, pode trazer resultados, ser divididos em metas e tal."




E o Henry logo respondeu:




"Pra planejar, ao meu ver, você precisa de muita informação, pra inferir aquilo que vai ocorrer dadas certas condições associadas a certos eventos.


Com o sonho, você pode alcançar ideias sem necessariamente ter toda a base que precisa pra traçar um plano, todo esse domínio da situação.




Se você só planeja, corre o risco de ficar limitado a apenas aquilo que parece factível pra você.


Se você só sonha, pode ter sonhos impressionantes, mas distantes demais da realidade.




O ideal, pelo menos pra mim, é sonhar, e através dos sonhos, guiar os meus planos, pra chegar o mais próximo daquilo que quero."




Bonito, não? Agora outra coisa para pensar. Tenho a impressão que algumas pessoas acabam se distanciando dos seus sonhos. Indo por caminhos completamente diferentes, às vezes até conflitantes. Por quê? Será que a vida é assim mesmo? Outras pessoas continuam sonhando sempre. Eu sei que tudo precisa de equilíbrio, mas cada pessoa tem um ponto de equilíbrio tão único. Vou pensar e um dia volto a escrever sobre o assunto novamente.

.: Design Your Universe :.

Este mês o Epica lançou o seu novo álbum, Design Your Universe. Adorei esse novo álbum. Ele é incrível, assim como os outros anteriores. A faixa "Design Your Universe", que tem o mesmo nome do álbum, carrega o estilo único do Epica: o metal, o coro, os grunhidos e a voz linda da Simone, tudo em completa harmonia. A minha faixa favorita é essa música, "Tides of Time"

.: Valkyrie Profile: Lenneth & Silmeria :.











Valkyrie Profile: Lenneth e Silmeria foram dois jogos que me tocaram profundamente. Eles contam a história de duas valquírias que dão nomes a cada um deles. A tri-Ace, desenvolvedora dos jogos, utilizou de liberdades artísticas para criar um ambiente inspirado na mitologia nórdica que deu vida às histórias.


Mais detalhes podem sempre ser encontrados na wikipedia, reviews em sites especializados, etc. Mas eu não poderia deixar de passar a minha impressão sobre esses dois jogos porque suas histórias são sensasionais. E, caso não queira ler *spoilers*, é melhor nem continuar lendo este post.


Pelo que eu li a respeito, a história de Lenneth tem muitas semelhanças a Brynhild (The Saga of the Volsungs) que parece ser uma história interessante de se ler também. A sequencia das histórias até então é VP: Covenant of the Plume (que eu não vou comentar, porque ainda não terminei), VP: Lenneth e VP: Silmeria. Não se trata de uma sequencia cronológica porque existem eventos que alteram o fluxo do tempo.


Valkyrie Profile: Lenneth é basicamente um romance. Midgard, a terra habitada por mortais, acaba se tornando um cenário judiado por guerras e sofrimento por causa da vontade dos deuses de Asgard. É nesse cenário que Odin espera encontrar valentes guerreiros para lutarem ao seu lado na batalha de Ragnarok. A missão das valquírias é justamente recrutar a alma desses guerreiros e levá-los de Midgard para Asgard como enheijars.


Uma valquíria não é exatamente uma presença desejável. Apesar da beleza e das asas angelicais que elas podem projetar, elas também fazem o papel da morte. Existem três valquírias, três irmãs conhecidas por Hrist, a mais velha, Lenneth e Silmeria, a mais nova. Somente uma única valquíria pode encarnar e existir materialmente ao mesmo tempo. Em teoria, elas nunca se encontram. Revezam sua existência dividindo o mesmo corpo.


O espírito de Lenneth reincarna em Midgard. Antes de se tornar uma valquíria ela vive como Platina, uma garota que vive em condições miseráveis. Seu único amigo verdadeiro é Lucien. Os dois crescem juntos e acabam se apaixonando um pelo outro na adolescência. A morte de Platina é trágica, triste e delicada. Lucien descobre que os pais de Platina pretendem vendê-la como escrava e alerta a garota que foge durante a noite. Na fuga ela acaba entrando num campo de lírios venenosos que fazem a pessoa adormecer e morrer.


Em Asgard o espírito de Platina surge como Lenneth. É interessante, porque Odin apaga as memórias das valquírias para que a sua vida humana não interfira em suas missões. Aquela menina doce e inocente se transforma numa mulher determinada e valente. No fundo, no fundo são a mesma pessoa. Lucien também acaba morrendo e Lenneth o torna um de seus enheijar. O amor entre eles balança o coração de Lenneth e a faz buscar pelas memórias de seu passado. Questionando a vontade dos deuses, todos os sentimentos e lembranças esquecidos libertam Lenneth da manipulação de Odin e a faz buscar pelo seu próprio caminho que também acaba coincidindo com a libertação de Midgard.


Esse sentimento que nasce e renasce no meio à tirania dos deuses mostra que nenhum artefato ou entidade pode ser capaz de oprimir, manipular ou destruir sentimentos quando estes são verdadeiros.




Valkyrie Profile: Silmeria é a sequencia de VP: Lenneth e tem a valquíria Silmeria como personagem chave. Apesar dos eventos de Silmeria acontecerem antes do nascimento de Platina, a intervenção de Lenneth altera o curso do passado de forma que aquele cenário dramático de Midgard passe a não existir mais. A interferência de Lenneth no passado criou uma oportunidade para impedir o surgimento do mundo cruel em que Platina nasceu e morreu.


Nesse jogo outros sentimentos são explorados, além do romance que foi marcante em VP: Lenneth. O amor em suas muitas formas: o serviçal, o fraternal, além do clássico amor entre homem e mulher. O fim me lembrou um pouco de Chrono Cross, com a cena final de Kid e sua promessa de encontrar seu amado em algum lugar no espaço-tempo.


No período em que se passa VP: Silmeria é Hrist que está encarnada e possui a missão de servir a Odin. Silmeria, que não concordava com a manipulação humana pelos deuses foi aprisionada por ele no corpo de Alicia, princesa de Dipan. Porém, o espírito de Silmeria que deveria ficar adormecido desperta em Alicia. A princesa passa a ouvir Silmeria e todos os enhainjars que a acompanham e é banida de Dipan.


A minha primeira impressão foi de que Alicia era só um peso para Silmeria. Apesar dela dividir o mesmo corpo e até controlá-lo quando necessário, Alicia era delicada demais para a missão de destronar Odin e libertar os humanos da tirania dos deuses.


Depois de eu ter terminado a história eu fico do lado a favor de Alicia. Ela nasceu como uma princesa frágil e cresceu atormentada por ouvir as vozes Silmeria. Ela poderia culpá-la, odiá-la ou se fazer de vítima. Também poderia ignorar o seu reino que acaba sofrendo pela ira dos deuses. Talvez Odin tenha escolhido Alicia por ela ter todas as características para ser uma pessoa frágil e indefesa, sendo assim, o aprisionamento perfeito para Silmeria.


Alicia mostra que seu espírito é forte. Ela tem plena consciência de que sozinha não consegue ir longe, mas mesmo assim é destemida, não se acovarda diante do perigo e se dispõe a se sacrificar pelo bem da humanidade. Essas pequenas atitudes também impressionam Silmeria que observa a sua evolução e passa a respeitá-la. Esse sentimento é mútuo. Ambas acabam sentindo uma profunda gratidão uma pela outra, sentimento mais marcante neste jogo.


A Silmeria é tão determinada quanto qualquer uma das valquírias, mas um pouco mais crítica, prática e sensata. A voz de Silmeria pode tanto intimidar quanto acalmar. Logo no começo da história, se percebe o quanto ela pode ser dura para alertar do perigo, ou doce ao agradecer um ato de bravura. Silmeria às vezes é ríspida, afinal a natureza dela é de uma guerreira. Outras vezes ela age com muita delicadeza, principalmente com Alicia, mesmo em momentos difíceis.


A última valquíria, Hrist não possui ainda um jogo próprio. Para quem jogou VP: Lenneth, a impressão que se tem é que ela é uma vilã. Em VP: Silmeria, fica claro que isso não é verdade. Para as pessoas próximas, ela chega a ser ainda mais doce que Silmeria. Ela é a mais leal a Odin, o rei tirano de Asgard, o que causa a impressão que ela pertence ao lado maligno. Os deuses, no passado foram bons para Midgard, fato que se deteriorou e se inverteu com o tempo. Hrist levou mais tempo para questionar os deuses e entender o que era mais importante, talvez por ter vivido em uma bolha, sem contato com a realidade como a suas irmãs.


As histórias têm finais de cortar o coração. Não que sejem tristes, afinal não são nenhum conto de fadas. Mas creio que estejem ligados a essa mística nórdica escolhida para o desenrolar da trama. Destinos que emendam fendas no tempo enquanto o homem reescreve a sua própria sorte.


Para finalizar, pausa para comentar a trilha sonora. Simplesmente linda. Algumas faixas, assim como as histórias, têm a mistura de pureza e delicadeza com bravura e heroísmo. Outras músicas são típicas de batalhas, quests, chefes e tudo mais. Os jogos não são muito longos, é claro que quem deseja explorar tudo vai gastar mais de 100 horas. Em VP: Silmeria eu gastei umas 20. O jogo é cheio de labirintos, mas as história é linda mesmo, vale a pena aproveitar.


.: Fim de Semana Preguiçoso :.

Esse fim de semana foi bom para dar uma relaxada. Sábado eu acordei cedo para fazer compras no supermercado com a minha irmã. Quando ela ia atravessar a rua ela tomba no chão! Eu queria ligar pra minha tia para levar ela dali, mas ela não quis e resolveu continuar andando. Em casa, quando ela viu o tornozelo, ele estava todo inchado. E, mesmo assim, foi mancando para o salão fazer hidratação, :P. À tarde ela foi para o hospital tirar radiografia e voltou com uma bota de imobilização.


Pela tarde eu continuei a transferência do Zenith Garden para o AppSpot e mais à noite eu saí com o João e a Dani. Aproveitei para levar o bakugan trap que eu comprei pra ela no Animecon. Levei o bakugan deka que eu tinha achado interessante e comprado também. No caminho ela mostrou os cubos mágicos que o Ander comprou no DealExtreme e pelo jeito vai comprar mais. Tem outras formas geométricas além do cubo, como o tetraedro (pois é, ela tinha uma pirâmide também), o dodecaedro e cubos com mais que 3 divisores. O Cubo de Rubik tem só 3.


À noite jantamos no restaurante/bar Seu Pimenta onde o Zé estava tocando junto com a banda. Eles tocam classic rock aos sábados, uma semana sim, outra não. Eu já tinha ido almoçar ali, mas jantar ainda não. O pessoal do restaurante tira os pratos da parte central para que a banda se apresente, assim o som deles chega no interior, na parte central e fora da casa. Gostei da comida; Barão tem ótimos lugares para sair.


Como depois de chegar em casa eu ainda fui fazer os últimos ajustes da migração do site, eu acabei dormindo bem tarde e no domingo acordei tarde também. Depois que acordei passei o resto do dia na casa da minha tia. Comi tanta coisa... Foi um dia bem preguiçoso e só voltei à noite. Minha irmã ficou por lá com o pé imobilizado.


Fins de semana preguiçosos são tão bons. Essa segunda eu acordei quase sem sono nenhum. Essa semana devo voltar a dormir mais cedo também...

.: Google App Engine :.

Finalmente consegui um servidor dedicado para hospedar o meu site. Agora sim eu posso chamar de site, já que ele ganhou um salto enorme de escalabilidade. E o servidor é de ninguém menos que do Google! Quase todo internauta deve ter uma conta no Google. Abrir um perfil no AppSpot/App Engine é rapidinho e para quem não conseguiu receber SMS como eu, basta enviar uma mensagem que eles liberam. É incrível como eu estava fazendo tudo só com frameworks JavaScript. Não que o Blogger seja ruim. Ele é ótimo e perfeito pra mim, vou continuar usando, mas não para apresentar as telas, somente para armazenar os meus posts. Ou seja, a ideia de ter serviços espalhados por aí, centralizados no Zenith Garden, continua a mesma.


Uma explicaçãozinha básica de como tudo funciona: é incrivelmente simples. Desenvolvimento web 2.0 é simples, pois já existem frameworks e padrões que fazem tudo por você. Mas... As pessoas gostam de complicar, fazer o quê? Escolher o ambiente certo é a primeira coisa a se fazer, mas quando isso não é possível a gente se vira com o que tem.


Primeiro um overview do AppSpot. Ele é um serviço de hospedagens do Google que pode receber aplicações tanto em Java quanto em Python. A Microsoft tem um serviço similar chamado Azure para aplicações em .NET. Python tem uma vantagem enorme sobre Java e .NET por ser interpretado. Ele é compilado em tempo de execução e além disso não precisa de uma máquina virtual, portanto, em temos de performance, não faz feio. Além disso é simples. Pode-se desenvolver tranquilamente fora do ambiente web pelo shell. E toda linguagem tem um framework de desenvolvimento por trás e, para Python, temos o Django. A filosofia é a KISS (Keep It Simple Stupid), o princípio DRY (Don't Repeat Yourself) e o padrão MVC (Model View Controller). Quem desenvolve/desenvolveu para várias linguagens vai entender. A interface é toda orientada a templates, o equivalente aos master pages/server tags do asp e ao velocity ou jtl do jsp, com a grande vantagem do espírito DRY e KISS.


Os efeitos visuais continuam sob os frameworks JavaScript. A única diferença é que eu troquei o par prototype/script.aculo.us pelo mootools, mas continuo usando o dojo. Como agora todo o processamento de dados é feito no lado do servidor e não do cliente, tirei todo o código relacionado ao Google Ajax API. Além de mais flexível, ficou muito mais rápido e robusto. Aproveitei para acrescentar alguns efeitos novos também.


O restante da lógica não muda em nada, tudo continua na nuvem, onde sempre esteve. Continuo escrevendo meus posts no Google Docs, publicando no Blogger, compartilhando feeds no Google Reader, atualizando minhas fotos no Picasa, criando playlists no YouTube, mandando mensagens rápidas no Twitter e atualizando as músicas no Last.fm (pois é, nem tudo é Google :D). No AppSpot só mexo se eu quiser adicionar alguma feature ou alterar alguma coisa. Conteúdo coletivo fica todo no Gmail, Google Sites e Calendar, mas esses são privados. Friends Only.


Já o layout novo da página eu estou devendo a séculos. O atual existe desde a época do falecido Google Pages. Não acho feio, mas, por enquanto, eu estou me preocupando muito mais com o conteúdo. Embora eu goste de escrever, confesso que às vezes dá preguiça de postar. Não gosto muito de deixar pensamentos morrerem na minha cabeça, fico com dó. Quantas coisas poderiam virar posts e não viraram por preguiça...


Creio que essa mudança para o AppSpot vai aquietar minha sede por melhorias no Zenith Garden. Ter ele todo em ajax foi um projeto audacioso e nada convencional, mas foi mais pela falta de um servidor que agora eu tenho! Para quem me visita, espero que aprove as mudanças. Este é um site extremamente pessoal, pensando em quem me conhece, mas visitantes novos são sempre bemvindos!