.: Ordem para o Caos: 01. Antes :.

Sou do tipo que não tem o hábito de anotar as coisas. Informações costumam ficar guardadas só na minha cabeça ou pelo menos como buscar as informações. Acho que sempre fui assim, na escola, quando eu via que alguém fazia alguma anotação, eu mesmo não fazia porque depois era só perguntar para aquela pessoa. Data de provas, por exemplo, sempre alguém comentava sobre o dia um pouco antes e eu nunca me preocupei em lembrar do dia de cada uma. Por tudo isso sempre me achei meio desorganizado.


Quando eu tenho o controle das informações e elas são do meu interesse eu busco sempre métodos de catalogar e organizar as coisas. No começo eu deixo tudo desorganizado mesmo. Um exemplo era os meus fichários: as anotações de aula eram uma bagunça no começo do ano. Mas depois, conforme o ano ia passando eu ia dando um jeitinho de dar uns tapas e deixar tudo fácil de ser encontrado. Como na faculdade os semestres eram rápidos demais para que minhas anotações ganhassem volume suficiente para merecer atenção, informação útil mesmo eu buscava nos livros. Depois de um tempo até deixei de fazer anotações de aula. Enfim, programas de computador e algoritmos não combinam muito bem com folhas de papel mesmo.


De uns tempos pra cá eu tenho tido um hobby bobo de organizar tudo relacionado a atividades digitais. Músicas, filmes, dinheiro, notícias, emails, tudo que faz parte do meu dia a dia. Em outra época eu diria que é uma bobagem e perda de tempo. Acho que só agora estou descobrindo como é útil se manter bem organizado. Resolvi compartilhar aqui no blog um pouco da metodologia que uso pra organizar as diferentes informações, a começar pela música.

.: Ano do Boi :.

Hoje é o aniversário do Boi. Já te dei os parabéns pessoalmente, mas vale a pena escrever aqui no blog que eu sei que você lê. 2009 é o seu segundo aniversário de signo no horóscopo chinês e como você é do signo de boi, 2x12 = 24! Parabéns cara, você merece muitas e muitas alegrias. Muito crescimento pessoal. Tudo de bom! Espero que você tenha esquecido de comer salada com feijão e, se esqueceu, eu te lembro agora de esquecer, não se preocupe.


Curti conhecer o Mosquito, ele parece ser bem alto astral e também lê livros bacanas. Só pelos autores que ele citou a gente sabe que é gente boa! Rever o Zé também é bacana, vocês dois têm histórias muito divertidas. A Dani parecia contente também, espero que saia logo Critter Crunch na PSN store.


Legal ter sentado do lado do aquário dos peixes e na frente do jardim zen. Você não deve ter visto porque estava de costas, mas sempre que ventava as folhas do jardim caíam nas pedras, muito zen aquilo. Eu adoro ver folhas caindo. Bom, mas você viu o peixe mafioso-chefão-chinês-branco, hehe. Uma coisa que reparei é que sempre que o Zé está na conversa surge algum assunto relacionado a patos. Patos que flutuam nas águas, glândula de patos, experiências com patos afundando... Se tivesse pato no horóscopo chinês o seu irmão seria de pato, :P. Patos sendo decapitados e diversas formas de matar peixes com anzois de pesque pague. Sinistro. Pra quem não estava lá e ficou curioso pode perguntar pro Boi que ele ensina ;).


Agora, mais bizarro que o post é o seu sonho, fala aí? Você pregando uma peça em você mesmo no sonho, se surpreendendo e acordando achando graça! Acho que nem eu que vivo sonhando tive um sonho tão bizarro assim! Como era mesmo, você estava no meio de uma oratória, era interrompido por um colega que abria a parede como se fosse uma garagem, você ficava irritado com a atitude dele, as pessoas que deveriam te ouvir apareciam do lado de fora e, de repente, aparecem criancinhas pálidas assustadas. Você pergunta pra elas por que elas estava com medo e elas te respondem que era a crise!!! Pois é, não tem como acordar achando graça da situação mesmo... Eeeeeeeeeita nós, só rindo mesmo.


Parabéns!

.: Taubaté/Campos do Jordão :.

A Dani e o Boi planejaram aproveitar a temporada de outono/inverno para patinar no gelo em Campos do Jordão e estenderam o convite para a Mari, o Jeff e eu. A orientadora da Mari marcou umas reuniões com ela para o fim de semana e ela não pôde ir. Acabou indo só eu e o Jeff. Nós trocamos uns emails e ficou tudo combinado. Quinta, depois do trampo, o Boi saiu da Blue Tec direto para meu endereço me buscar. Ele estava voltando de um evento ligado ao dia do trabalho que premiava os funcionários que mais se desenvolveram. No caminho ele contou sobre os critérios de avaliação, como preocupação em atender o cliente interno e externo, criatividade e iniciativa, flexibilidade e abertura para mudanças, entre outras competências (seis no total). O evento premiava as pessoas que mais se desenvolveram e não necessariamente as melhores, justamente para incentivar as pessoas a crescerem profissionalmente ao longo do tempo.


Depois disso chegamos no apartamento dele para buscar a Dani. Estava tudo pronto e era só pegar as malas e sair. O Boi saiu na frente para jogar o lixo e a Dani seguiu comigo para pegar o carro e ela notou uns sinaleiros de trânsito que não estavam lá antes. Na entrada a Dani saiu do volante e o Boi voltou para a direção e seguimos para Taubaté. A Dani ficou contando sobre o resultado de uma pesquisa de clima que tiveram no CPqD, sobre o discurso do presidente e depois ficou discutindo com o Boi sobre a lógica de Fever do T2R que o Ander estava pensando... O Boi queria entender a motivação do Ander, do sentido daqueles números e a Dani explicando que era uma tabela que ele tinha montado e ponto. Muito hilário. No caminho eu comi um pedaço de bolo que o Boi ganhou do evento da Blue Tec. Sobremesa antes da janta.


Chegando em Taubaté, o Boi mostrou um pouco das ruas da cidade, da "Bola de Neve - In God we Trust", etc. Logo na entrada do condomínio da Dani tinha uma placa que achei bizarra que dizia mais ou menos: "Cuidado Com as Crianças". Eu achei bizarro pelo duplo sentido dela. Coisa de Fail blog. Mais tarde tivemos uma conversa sobre isso e a Regina, mãe da Dani, disse que algumas crianças de lá eram mesmo arteiras e que fazia sentido tomar cuidado com elas. Elas ficavam brincando com os postes de luz automáticos, etc.


Depois de ter entrado no condomínio, entramos na casa e todos nós fomos muito bem recebidos. Como eu nunca tinha ido lá antes eu fui apresentado à família. O Boi apresentou os principais cômodos, o quarto onde a gente iria dormir, o quarto de memórias com os brinquedos e fotos, o terraço com wi-fi, o quebra-cabeça 3D em formato do globo da Terra e tudo mais. No terraço eu perguntei se o buraco que tinha lá dava para a escada e o Boi se assustou dizendo que não tinha escada lá não :P. Em baixo dele era o aquário de árvores. A casa era bem grande. A família podia ser maior sem problemas... O andar de cima só estava sendo usado para visitas, como dessa vez. Na família da Dani todos se alimentavam juntos e sentamos à mesa em seguida para o jantar. Eu sempre ficava na dúvida de como chamar o irmão da Dani, se dizia Diogo, Dex ou Pokemon. Cada hora ouvia de um jeito! A conversa do jantar foi bem tranquila e a Dani explicou porque a Mari não pôde ir. Os pais da Dani perguntaram como andavam as coisas. O Boi ainda estava com o crachá e uniforme da Blue Tec. Ele mostrou o cartão pessoal dele e disse que ainda tinha um monte, inclusive com email e ramal desatualizados :P. Ele contou umas histórias de uns caras que iam procurar o João e nunca iam na mesa dele, mas do colega da mesma sala porque o Boi é um gerente muito novo :). Enfim, várias conversas.


Mais tarde, quando eu tomei um banho, deixei algumas coisas minhas nas prateleiras, sei lá onde mais eu poderia deixar. A toalha deixei na área de serviço, o Boi não tinha mostrado antes onde era, mas depois me acompanhou até lá. O resto da noite jogamos Wii. A Dani tinha comprado jogos novos para o Dex. Não joguei muito, estava mais observar do que para fazer coisas e o Boi curtiu um jogo que ele pintava paredes com um ser chamado Blob. O jogo é simples, tem uma música divertida, um colorido bacana e personagens carismáticos. Os vídeos eram bacanas e engraçados, eles contam a invasão de alienígenas que roubam todas as cores de um planeta fictício, aprisionam os habitantes e os colocam para trabalhar, tudo isso de modo hilário. Outro jogo divertido foi o Mercury Meltdown para o Wii. A versão tinha alguns extras a mais, mas o divertido mesmo era jogar com o Wiimote.


À noite eu e o Boi conversamos sobre roncos :P. Eu devo ter contado uma história de quando minha mãe e tia dormiram no mesmo quarto fazendo uma orquestra sinfônica e sobre as vezes que ficamos em hotéis e ninguém queria dormir no mesmo quarto que a minha mãe porque ela roncava alto. O Boi também contou sobre um amigo que dormia muito rápido e fazia um barulho aterrorizador com o ronco que progredia até um pico estrondoso e do caso bizarro do Igor que descobriu que acordava várias vezes à noite porque, na verdade, acordava com o próprio ronco, sem ele saber. Às vezes eu acordo quando começo a fazer barulho, pensei que todo mundo percebesse isso também.


No dia seguinte, a Regina tinha ficado surpresa porque todo mundo tinha acordado cedo. Café da manhã com todos postos a mesa, não podia ter programa mais família. O Boi tinha avisado que pela manhã o sol iluminava todo o quarto onde a gente dormiu, mas nem achei que fosse problema. Até a luz ficar mais forte a gente já tinha acordado mesmo. E se tivesse com mais sono não era o sol que iria acordar a gente. As refeições na casa da Dani eram sempre fartas, parecia até que a gente estava num hotel, a gente deve ter dado trabalho, mas Regina não deve ter se importado muito. Ela era bem tranquila. O pai da Dani era muito calmo também. Ele tinha uma voz que parecia que hipnotizava as pessoas enquanto ele falava, nunca ouvi nada parecido.


Depois eu fiquei na sala do Wii até a chegada do Jeff. Eu completei várias fases de Mercury. Quando o Jeff chegou, apresentaram a casa pra ele também, assim como fizeram pra mim e, logo em seguida, a Regina preparou a mesa da sala para nos servir. O almoço foi estrogonofe e batata palha, creio que um dos pratos favoritos do Jeff. Aliás o Jeff parecia estar super feliz. Acho que todos ali estavam felizes, mas o Jeff demonstrava estar super feliz :D.


Depois do almoço o Boi nos levou a um passeio em Quiririm, uma espécie de distrito/bairro italiano. Nessa época parece que eles montam um festival de massas, pães, etc. Além da comida tinham várias barraquinhas armadas vendendo lembrancinhas... Tinha também uma área com jogos do tipo de ganhar prendas. A gente foi lá na ida e na volta. Na ida o Boi jogou um jogo de atirar bolinhas numa rampa. Ao final da rampa tinham vários números e a soma das bolinhas equivalia ao prêmio que se ganhava ao acertar esses números. A soma do menor e maior número são os melhores prêmios, mas é praticamente impossível de se acertar porque um número alto se intercala com um baixo e a rampa é torta. Na volta, o Boi jogou o de lançar argolas, o Jeff também jogou esse e depois eu também tentei. O Jeff ainda jogou o das bolinhas, um de derrubar prendas com uma arma de pressão e pescaria. Ele ganhou uma lua com uma cara esquisita no das bolinhas... No da pescaria outra prenda. O Boi também ganhou uma que deu pra Dani. Nas barraquinhas o Boi e Dani compraram anéis. O anel do Boi tinha um com desenho de touro e que estava escrito taupus, acho. A Dani comprou uma maçã do amor para comer depois.







Kuririm... Meeeeeeeeu Kuririm...




Antes de voltar para casa da Dani, passamos no shopping de Taubaté. O shopping era compacto, tinha várias lojas de roupas e de tênis. Segundo um anúncio, a melhor praça de alimentação da região. A Dani queria comprar um controle de Wii, mas lá estava muito caro. A gente foi até o fim do shopping e depois voltou. No estacionamento estava ventando muito e na parte de fora do shopping tinha um cartaz que eu achei bizarro e mostrei pro Jeff e Dani. O Jeff achou bizarro também. Era um cartaz dizendo algo como: "Descuple o incômodo, estamos em obra para melhor atendê-los" com a imagem de uma mão empilhando tijolinhos. O dono da mão era um homem de gravata com um sorriso meio maroto ao fundo. Não dava para ver o rosto direito porque o fundo estava embaçado e o rosto cortado. Tipo: "A Mão de Deus".







Descuplem o incômodo, estamos em obra para melhor atendê-los




Para o jantar o pai da Dani pediu pizzas. Os pais da Dani disseram que iria demorar, mas acabou chegando rápido e estavam gostosas. Ele ligou para a Pizza1 e explicou que era uma franquia aberta em diversas cidades, como Taubaté, Ubatuba, Pindamonhangaba entre outras. No logo da caixa tinha um sorriso bizarro que fez com que ele e eu lembrássemos do Cheshire. O Boi contou da cena em que a Alice fugia do castelo da rainha de copas e perguntava pro gato sobre direções e o gato respondia que se ela não sabia para onde ir qualquer lugar servia. Aliás, eu tenho justamente essa passagem no profile do meu Twitter. Na época que eu abri a conta eu deveria estar lendo o livro, acho... Altas teorias sobre o nome da pizzaria. Será que em outra cidade abririam como Pizza2? Seria Pizza hmmmm... Enfim... Quando eu estava de boca cheia eu fiz uma mímica que a Regina entendeu, sei lá, como não podia falar na hora foi a primeira coisa que eu pensei...


Fomos dormir logo porque a ideia era chegar cedo em Campos e aproveitar o máximo do sábado. E, para os nossos padrões, acabamos acordando cedo mesmo. Meu alarme era a música de "Continue" de Final Fantasy VII. Ninguém reconheceu, mas pelo jeito acharam o toque muito calmo para um alarme. É, se for pensar, parece uma música para dormir. Mas eu expliquei que eu prefiro acordar com algo que não me irrite pela manhã... O alarme do Jeff é divertido, porém é uma música que vai ficando mais e mais rápida e tensa. No domingo o Boi disse que acordou com um pesadelo e só depois percebeu que era o alarme do Jeff :P. Sei lá, pensando assim, prefiro acordar calmo mesmo... No quarto da Dani colocamos alguns jogos pra PSP que ela tinha no PC. O Boi gostava de um puzzle chamado Ultimate Bloc Party. Ele ensinou como funcionava, é um joguinho viciante mesmo. Quanto mais você aprende, mais tem vontade de fazer os combos e detonar com a tela do oponente, até deixar ele sem ação porque dá para combinar diversos efeitos negativos na outra tela.


Depois do café da manhã saímos de Taubaté para Campos do Jordão. Eu e o Jeff testamos Pangya em modo multiplayer no meio do caminho. O ruim é que estava tudo em coreano, mas a gente encontrou o modo multiplayer sem problema algum. O Jeff fazia monte de par e birdie e ganhava muito mais dinheiro que eu. Daí eu não conseguia comprar nada :(. Na verdade, eu que fazia muitos boogies, double boogies, mas enfim... Fizemos uma parada em um save point num lugar chamado Vista Chinesa. Não sei por que ele tinha esse nome. Quando descemos do carro eu pensei que a gente já tinha chegado, eu estava tão concentrado em Pangya que nem vi o tempo... Várias pessoas estavam ali... A paisagem ao redor era muito bonita, a gente tirou umas fotos, mas só estando lá para saber a sensação que dá mesmo. O vento, o frio, o som...







A Vista Chinesa




Enfim, chegamos ao Centro de Lazer Turundú, ou clube Turundú segundo o Jeff... Por fora, vimos uma área onde se podia brincar de Paint Ball e logo na entrada diversos cavalos, um com um nome mais esquisito que o outro. Demos uma olhada rápida em tudo ali e logo entramos na casa onde ficava a pista de patinação no gelo. A cada meia hora a gente pagava 40 reais por pessoa. Como a Dani já sabia andar de roller, acabou se acostumando rápido. O Boi também em poucos minutos já estava patinando. Eu me desequilibrei diversas vezes, não fossem as barras de apoio eu levaria tombos feios, mas eu sempre me agarrava neles antes de cair então não caí no gelo nenhuma vez. O Jeff em compensação demorou para pegar o jeito. Ele dava voltas beeem devagares pela periferia da pista e abraçava todo mundo que estava segurando a barra pelo caminho. O mais divertido era observar o Jeff. O Boi sempre tentava ajudá-lo, dar uns toques e tal, mas mesmo assim ele não pegou o jeito. Eu fiquei confuso com o freio, a Dani disse que era pra dar uma volta com o corpo ou usar a serrinha da frente... Mas sei lah, ainda achei confuso. O Jeff contou que tinham proibido ele de patinar no gelo na Venezuela porque ele nunca tinha feito isso antes. Agora ele está liberado. Ou não.


Depois de patinar meia hora a gente saiu para almoçar. O GPS do iPhone apontou uns lugares por perto, mas não ajudou muito. A gente sentou numas das mesas do restaurante do Turundú, na hora estava batendo sol, mas depois o tempo fechou. Eu e o Jeff pedimos baked potatoes de catupiry e o Boi um de quatro queijos. A Dani comeu uma salada com tiras de filé mignon, mas a salada veio sem a carne e o Boi teve que informar os garçons e chefes sobre o erro. Ele disse que o pessoal era confuso, que um perguntava pro outro, um dizia que era com outro sem, enfim... Parece que era porque o pessoal de lá era temporário e não sabia direito dos pratos.


Depois do almoço a gente começou uma partida de Mini Golf. A Dani ficou anotando nossa pontuação enquanto eu, o Boi e o Jeff fazíamos as nossas tacadas. A Dani disse que queria marcar os nomes na lista em ordem alfabética, mas marcou "Drod", "Jeff" e "Boi"? No total eram 18 pistas que ficavam cada vez mais difíceis. A última era mais de sorte do que de habilidade. No meio da partida começou a chover, as crianças que estavam depois da gente nos alcançaram e passaram na nossa frente. Uma das pistas tinha um pêndulo que girava e que batia sempre na minha bolinha e eu desisti dessa :(. Outra pista complicada era uma em forma de vulcão, era preciso acertar o topo do vulcão, muito complicado porque era necessário ter a precisão da força e direção certas. Pra quem precisasse virar o jogo essa era a hora certa. A partida seguiu disputada entre o Jeff e o Boi. Depois que fizemos as contas o Jeff empatou com o Boi com 59 pontos cada. Eu fiquei com 78 :P.







Competição de Mini Golf. Jeff e Boi numa disputa acirrada!




Depois da partida, voltamos para a pista de patinação. Tivemos que esperar porque a pista estava em manutenção. As criancinhas ficavam levando broncas porque elas brincavam com as raspas de gelo da periferia que saíam da pista. O pessoal da manutenção alisava a pista com umas pás. Meio precário aquilo, nem sei sei adiantava alguma coisa... Quando voltamos eu tentei andar de costas e girar. A Dani me explicou como as pessoas giravam durante o almoço, tipo, precisava se equilibrar com um pé só. Mas não consegui fazer isso não, mas aproveitei o segundo tempo para aumentar a velocidade. Ah, e o Jeff disse que finalmente entendeu como se anda, com o mínimo de esforço e movimento. Faz sentido porque a gente gente desliza quando patina e não fica mexendo a perda como se fosse correr :P. Isso custou uma dorzinha nas cócoras dele :P. Agora eu entendi porque naquela manhã ele estava exercitando as cócoras: não era exercício para parto, era para preparar a região :D!!







Patinação no Gelo!!!




Bom, depois de patinar pagamos as nossas contas. Na saída o Boi achou bizarro um cavalo branco com pernas beeeem cumpridas, eu achei que fosse daquele jeito mesmo, mas vendo o cavalo do lado eram mesmo cumpridas. Saindo de lá, seguimos em frente para o Pico do Itapeva. Um pouco mais de estrada, e, segundo o Boi, para subir às vezes a gente precisa descer (isso agora me lembrou do filme Filthy and Wisdom). No caminho eu vi umas árvores que não faziam sentido porque
eram troncos cumpridos com algumas poucas folhas e galhos na copa. Pareciam palitos de dentes em tamanho gigante, não entendi qual era a delas. A Dani mostrou a casa do governador e o Boi uns hoteis que ele já conhecia no meio da montanha. Eram enormes. Muito bonito.


A entrada tinha um mooooonte de barraquinhas espalhadas vendendo roupas, luvas, gorrinhos e coisas do gênero. O chão era meio escorregadio, eu quase caio da montanha pra tirar fotos. O lugar tinha um monte de antenas pinduradas também, provavelmente antenas de telefonia celular. No meio do pico tinha umas rochas todas irregulares, parecia um cérebro, a gente subiu e a Dani tirou umas fotos nossas. Eu desci num lugar onde dava para ver o vale, muito bonito, mas deu medo ao olhar para as nuvens porque o lugar era muito alto.







Oooops! Cuidado para não cair!!




Depois disso já era noite, descemos para para o centro de Campos do Jordão. Andamos pelas ruas principais e entramos numa lanchonete beber chocolate quente. A lanchonete vendia só chocolates praticamente. Prateleiras lotadas deles de várias formatos diferentes. O Boi ficou na fila pra gente, demorou um pouco e depois saímos e compramos pipoca com queijo parmesão. O Jeff queria comer o Pastelão do Maluf que é um pastel enorme, mas iria demorar, daí ele desistiu... Pelo que ele disse, ele não estava com fome, era mais por curiosidade mesmo...







Pastelão do Maluf. Hmmm... e não é que o Maluf é freguês?




Votando pra casa da Dani em Taubaté, a Regina estava preparando fondue de queijo e fondue de chocolate. Eu tomei um banho bem quentinho, acho que o Jeff e a Dani também e depois disso nos sentamos a mesa para comer o fondue. Durante o jantar estava passando o filme "Terminator 2" na AXN. O filme é moh antigo e cheio de efeitos legais para época. O vilão era apelão. Terminamos de assistir na sala do Wii, logo em seguida passou o filme "The Sixth Day". Sessão Schwarzenegger total.


Os filmes devem ter deixado a gente com sono, já era tarde, mas ao mesmo tempo ficamos com vontade de conversar. Então, à noite, tivemos conversas sobre a vida, o universo e tudo mais. O Boi começou a perguntar sobre os nossos objetivos e os planos de ação. Eu disse que ele já tinha feito essa pergunta uma vez lá em Suarão, pelo menos pra mim. Eu lembro que foi no restaurante de lá. Também lembro que na sede, acho que depois de ter jantado no Trem Bão tivemos um papo parecido (na época não conhecíamos o Boi) e o Jeff dizia que queria ser um observador de pessoas e passar a vida assim, até um dia se decidir sobre o que queria. Hoje ele tem noção melhor de seus objetivos. Voltando a pergunta do Boi, respondi que os meus eram ter uma vida economicamente estável, viver sem arrependimentos, trabalhar num ambiente que eu me sinta confortável. O Jeff queria encontrar sua metade e ter o poder de escolher seu próprio emprego. Conversamos também sobre viagens que gostaríamos de fazer: o Boi quer conhecer o Japão, o Jeff um país desenvolvido e que não tenha conflitos e eu ter uma aventura no meio da natureza. Nova Zelândia talvez? Conversamos atééé cansar, afinal de contas, acordar tarde de vez em quando é bom. O Boi contando sobre alguns conceitos budistas, do momento que tudo era um, dos momentos que atingimos o nirvana... Citou algumas frases que nos fazem sentir o que é não tem sentido. De como ele achava bizarro o padrão das bolinhas do lençol e de como era esquisito eu dormir e acordar com o lençol dobrado :P. Sei lá, eu acho que é porque é prático. Convesamos até de como seria o clone do Jeff! O Jeff também queria dizer várias coisas, ele procurava as palavras para dizer. Pra mim, mesmo sem palavras ele já dizia muita coisa. O Boi também sempre citando as qualidades das pessoas. Altos papos. Jeff disse que é uma pessoa que consegue se dar bem com todo mundo e que vai procurar usar esse dom. Eu e o Boi concordamos. Nós três também viajamos sobre como é bom ter um lado que vê o mundo com olhos de criança, onde tudo pode ser bizarramente bizarro. E como os meus posts no blog podem ser sempre bizarros e pode ser um bizarro divertido, ou bizarro alguma outra coisa, por exemplo. O Jeff acha que eu, às vezes, tenho mais memórias sobre as coisas que ele faz do que ele mesmo. Daí eu poderia escrever um livro sobre as memórias do Jeff, :P. E isso é bizarro :O. Enfim, deu pra escrever um pouquinho do que foi o nosso papo non-sense.


No dia seguinte, acordamos tarde. Depois que eu vi que o Boi saiu para escovar os dentes eu aproveitei para fazer o mesmo. Quando eu voltei para o quarto ele estava usando o note. O Boi parecia aqueles gerentes antenados, que reservam uma parte do dia para alimentar esse lado de negócios. Eu perguntei pra ele se já estavam todos acordados no andar de baixo e ele respondeu afirmativo. O Jeff continuava dormindo e, como eu não tinha o que fazer ali, eu desci para ver o que estava acontecendo lá em baixo. Sentamos ao redor da mesa da copa para conversar um pouco. A mãe da Dani conversa bastante, contou sobre as viagens, Monte Verde, etc. Também deixou em aberto um convite para um programa em Ubatuba, numa outra oportunidade.


Quando o Jeff acordou, o Boi nos levou até a rodoviária, que fica pertinho da casa da Dani. O Jeff tinha esquecido a carteira :P daí eu emprestei o dinheiro para ele comprar a passagem. Só tinha ônibus a partir das 14:00 e de meia em meia hora, mas depois das 14:00 só tinha o das 15:00 :P. Ficamos na dúvida porque o Boi disse que sairia as 14:00, então eu disse pro Jeff comprar o das 14:00. Ele comprou ainda na dúvida, mas como o Boi estava lá, era só perguntar para ele depois se tudo bem. Então o Jeff combrou na boa. Depois quando chegamos na casa da Dani vimos que horário estava apertado, então os dois voltaram pra lá trocar a passagem...







E a família toda! Flash!




No almoço conversamos mais um pouco e o Jeff estava feliz da vida como no primeiro almoço lá... Uma hora eu vi que ele ia dizer alguma coisa e eu disse: "Ah, eu quero também!" e depois ele respondeu, "Mas eu não disse nada" e eu de novo "Você não ia pedir para tirar fotos com a família da Dani?" daí acho que ele ficou se perguntando como eu tinha adivinhado... :P. Acho que eu devia ter deixado ele falar o que queria... E então tiramos as fotos, esperamos um pouco e pegamos as nossas coisas em seguida. O Boi deixou o Jeff na rodoviária e depois voltamos para Campinas. Esse post ficou enorme, acho que não faço muita questão de resumir não... As fotos estão no Picasa (clique aqui). Foi divertido com muitos momentos bons para serem lembrados. Quem sabe algum dia?

.: Passeios da Semana :.

Essa semana até que fiz bastante coisa: no domingo terminei de ler um dos livros do Robert sobre a vida em Burma. Segunda eu fui trabalhar no período da manhã. Almocei com o Alex no Dompas e fiquei por lá mesmo. Aproveitei que estava com todos os documentos e fui na loja da Vivo comprar um iPhone. A minha sorte foi que o sistema de pontos da Vivo caiu enquanto eu estava na fila de espera, daí umas quatro pessoas que estavam na minha frente foram embora. Assim como no Iguatemi, eu fui bem atendido. Como meu nome já estava fora da lista do Serasa, eu pude fazer a migração de operadora, só tive que passar antes numa agência do Itaú para poder sacar a grana e fazer o pagamento. Ainda entrei numa loja para comprar uma capa para o celular, não lembro o nome da loja, mas os atendentes eram molengas e não me atenderam e eu fui para uma outra loja e comprei lá. A mocinha me atendeu bem e ainda colocou a película protetora pra mim. Saindo do shopping, quando cheguei em casa, o Speedy estava down, só voltou pelas 3 da tarde, daí eu pude atualizar o software do iPhone e testar as funcionalidades Wi-Fi. Ainda estou sem serviço 3G, porque é preciso esperar 3 dias úteis para completar a portabilidade do número, daí estarei conectado em todos os lugares cobertos pela Vivo. Em teoria era para acontecer isso hoje.


Na terça, feriado de Tiradentes, o pessoal aqui de Camps se juntou com o Jeff e Mari em Sampa para uma quick trip. O Boi me ligou umas 10:20 mais ou menos. Minha irmã já tinha saído para trampar e eu estava sozinho no apartamento. O Zé também tinha ido trampar, mas só pela manhã, daí ele atrasou um pouquinho... E parece que o Jack não pôde se juntar a gente porque tinha que trampar também. Quanta gente trampando no feriado, :P! Era para eu ter levado o livro que o Boi pediu e eu até tinha deixado debaixo do meu molho de chaves para não me esquecer, mas quando eu saí acabei esquecendo de pegar @_@.


Assim que eu entrei no carro do Zé, o Boi apresentou a nossa guia. Acho que era Lucy o nome, sei lá se tinha nome :P. Era um GPS com uma tela bem brilhante e sensível ao toque. Muito mais bonito que o GPS dos carros da Hertz que eu mexi da última vez, mas talvez eles já tenham atualizado os deles também. Faz muito tempo que eu usei. Na verdade, o Miguel que usou, eu só colocava as coordenadas nele. Enfim, GPSs são muito úteis, porque além de calcular a rota e sua velocidade, avisam dos pontos que possuem radar. Ah, e te dão os itinerários e lugares bacanas de se ir, que, pra turistas perdidos e sem rumo, é essencial.


A viagem foi tranquila, com alguns pontos de passagem marcados no GPS para o "Time Extension" :D. No quilometro 20 da Anhanguera mais ou menos a Dani ligou pro Jeff e passou o celular para o Boi falar com ele. Parece que a conversa foi mais ou menos do tipo, "Jeff, estamos no quilometro 20 da Anhanguera, devemos chegar em uma meia hora". "Uhm, oi, estou em casa". "Jeff planeta Terra chamando... Estamos na Terra". "É, eu também!". Hehe, depois eu perguntei pra ele se ele tinha acabado de acordar porque o Boi teve a impressão que o Jeff estava meio desorientado na hora :). O Jeff disse era mais ou menos isso. Ele estava sussa porque a gente disse que chegaria tarde e tal. Na hora foi engraçado imaginar o Jeff saindo da cama para atender o telefone.


Em São Paulo, o Zé deu um monte de volta para subir no estacionamento. Lá tem que passar por aquelas torres construídas em forma de espiral. Chegando no shopping Pompeia, eu liguei o meu iPhone para ver se tinha Wi-Fi. Até tinha, mas era tudo privado, daqueles tipo aeroporto que precisa se registrar e pagar. Eu tinha conversado com o GaC para saber se tinha Wi-Fi e ele disse que sim, acho que não expliquei direito que era Wi-Fi aberto e público que eu estava querendo saber :(. Enfim. Seguimos direto para o Espaço Unibanco porque a Mari não tinha comprado o bilhete ainda. Na fila eu liguei pro Jeff de novo daí ele parecia acordado e disse que estava saindo de casa. Ficamos um tempinho na fila, não estava tão caótico como da primeira vez que eu fui com o Gac e Jeff, mas mesmo assim tinha gente perdida e reclamando. Assim que o Boi foi atendido no balcão de bilheteria, a Mari chegou e parece que veio correndo :P. Foi na hora "H", ela precisava mostrar a carteirinha para pagar meia entrada. Poxa, perdi a cena... eu tinha entrado na fila de novo com o Zé, para caso ela não aparecesse e não desse para o Boi comprar o bilhete para ela.







Sentados esperando a nossa vez.




No almoço nos descemos até o andar mais baixo para o Outback Steak House. Aquele de Sampa ainda não tinha ido e ficou aquela vontade da última vez que eu fui no Pompeia com o Gac e Jeff: a gente viu o Outback lá sorrindo enquanto explorávamos o shopping. O Boi pegou a senha eletrônica e nós demos uma volta no menor andar do shopping :(. Não tinha muita coisa lá para ver, tinha uma loja de jogos, mas não sei se estava aberta, enfim... Ficamos sentados esperando o Jeff e a nossa vez de entrar. A Mari estava meio preocupada porque tinha jogo do Palmeiras e podia ficar uma bagunça por lá, mas não vi nada fora do normal. Para entrada do almoço, dividimos uma daquelas cebolas do Outback. O Jeff chegou logo depois das cebolas serem servidas, daí todos fizeram o pedido do prato. Eu ia comer peixes porque carne vermelha eu não iria conseguir comer tudo, mas acabei pedindo o "The Outback Special", Sirloin de 220g ou algo assim... O nome do arroz era Pilaf e o Jeff imaginou que ele podia ser azul porque o Pilaf (DBZ) é azul :P. Zé, Boi e Dani compraram um lanche que não lembro o nome. A Dani disse que estava muito gostoso, mas era muito grande. A Mari ficou na salada e o prato Jeff tinha um monte de batata cortadas em tiras grossas, tipo formato de limão fatiado. As bebidas eram à vontade e o gelo derretia muito rápido ali, incrível.







Depois de ter almoçado. A garçonete tirou os pratos e também uma foto nossa.




Depois do almoço seguimos para a livraria Cultura. O Zé me mostrou um livro que ele e o Boi curtiam, da saga Discworld. Eu comprei o primeiro livro, The Colour of Magic, porque fiquei curioso. O Zé disse que ele tem o tom inusitado dos livros do Douglas Adams, somado com um mundo bizarro inventado pelo autor, Terry Pratchett. O Zé tinha pego um livro do Terry também e queria mostrar pro Boi, daí eu achei engraçado porque eles demoraram a se encontrar. Eu avisei o Boi depois e sempre que via o Zé, ele estava a procura do Boi e viceversa. Outro livro que achei interessante foi um que tinha na capa "Não Pense" ou algo assim, sobre a usabilidade das interfaces. Eu acho esse tema bastante interessante.


Umas 15:30 mais ou menos seguimos para o IMAX, nossa sessão era a das 16:00. O Jeff ficou brincando uns minutinhos com um jogo do iPhone, o Super Ball Free, que me lembrou de Mercury Meltdown. Nele, você usa o acelerômetro para deslizar a bolinha até uma posição da tela e precisa escapar de buracos no meio do caminho. A Dani e a Mari foram na frente porque iriam passar no banheiro antes. O Jeff e o Boi entraram na fila da pipoca. Estava todo mundo cheio depois de ter comido no Outback, incrível como sempre sobra um espaço no estômago do Jeff para pipocas. Acho que ele tem um outro estômago dedicado só para pipocas. Eu fiquei esperando os dois com o Zé, depois o Boi voltou e, em seguida, o Jeff e daí entramos no cinema.







O Boi tirou uma foto nossa com os óculos! A câmera do iPhone é ruizinha mesmo...




O Jeff escolheu os melhores lugares, a tela enorme do IMAX ficava bem na nossa frente. A Dani estava lá esperando e a Mari teve que sentar atrás, no meio dos namorados porque a atendente não tinha entendido o Boi na hora de vender o assento e emitiu um bilhete longe da gente. O filme que vimos foi Monstros vs Alienígenas (Dublado). O Boi estava curioso para saber como era uma legenda 3D. Uma cena mostrou um texto na tela, deve ter matado a curiosidade dele. Eu gostei muito dos efeitos de fumaça e do efeito da câmera se posicionando no meio de um corredor de gente no hall da igreja. Explosões e outros efeitos também eram bacanas. Nesse filme eles também usam aquele lance de colocar um fundo 2D quando o fundo é muito longe. As árvores em 2D no fundo do campo, logo no começo do filme, ficaram meio toscas.







Na saída, antes de devolver os óculos.




Depois do filme, saímos do shopping e o Zé desceu o estacionamento. A Dani gostou de uma sacada de vidro do shopping, onde fica um pedaço da praça de alimentação. Depois o Zé deixou o Jeff no terminal da Barra Funda e a Mari um pouco mais pra frente. Tanto na ida quanto na volta o Boi configurou o GPS para passar pela Anhanguera. Eu não vi chuva nenhuma em Sampa. De três vezes que fui pra Sampa com previsão de chuva, só uma choveu mesmo. Chegando em Camps, mais ou menos entre o Centro e o Cambuí o CD tocou a versão original de Mad World. Em Sampa um outro CD do Zé tocou Head Over Heels, ambas as músicas tocam na trilha sonora de Donnie Darko que me fez lembrar das sessões de filmes em Sanca. Antes de me despedir do povo eu subi para pegar o livro que o Boi pediu emprestado pra ele e a Aline lerem, já que eu tinha esquecido de pegar antes.

.: Fenômenos da Natureza :.

Sempre que estou dentro de um carro eu costumo olhar as paisagens ao meu redor. Um dia  desses, voltando do Iguatemi, eu vi um fenômeno muito lindo no céu. Eu chamei a atenção de todo mundo no carro porque aquilo era bem diferente, meu tio até estacionou numa rua sem movimento para poder ver. Feixes de luzes batiam contra nuvens que refletiam os raios para cima em tons mais escuros. Eu e meu primo batemos umas fotos usando a câmera do celular dele, mas a imagem não capturou completamente a cena, os contrastes do céu, etc. O evento me lembrou de outro fenômeno que vi no ano passado (clique aqui) quando eu voltava do almoço na entrada do prédio onde eu trabalho.







Reflexo da luz solar: ao incidir sobre as nuvens, raios de diferentes tons surgiam




E ontem eu comecei a fazer caminhadas. Assim que cheguei em casa, larguei todas as minhas coisas para sair por aí sem rumo. Minha rota foi simples, eu desci a Júlio de Mesquita em direção a Coronel Silva Teles até chegar no Subway. Comi um lanche lá porque estava com muita fome e peguei a latinha do Nestea antes de sair, para beber no caminho. Fiquei ouvindo música o tempo todo (menos quando fiz o pedido, claro). Quando saí de casa a única coisa que eu pensava era onde eu iria matar a minha fome.


Depois de comer o lanche, minha rota foi a inversa, subi a Coronel Silva Teles e a Júlio de Mesquita até o Centro de Convivência. No caminho tinha um bar e eu vi várias pessoas sentadas conversando e bebendo. Umas poucas pessoas estavam bebendo sozinhas, só observando o movimento.


Eu sempre andava devagar, a minha intenção era mais ouvir as músicas. Exercitar mais o meu estado de espírito ao olhar o mundo. Nem prestava muita atenção no movimento ao meu redor, ou nas pessoas, só naquilo que eu queria. Eu estava em um estado disassociativo geral, bem comum quando ouço músicas que eu gosto. Eu dei só duas voltas pelo Centro de Convivência e os relógios já marcavam seis e cinquenta e tantos. Como chego em casa antes das seis devo ter perambulado por uma hora mais ou menos.


Quando eu saí de casa o dia ainda estava claro e quando eu voltei já estava tudo escuro. O legal é que eu moro numa rua tranquila que termina numa rua movimentada e de noite tudo fica iluminado. A maioria das pessoas estavam correndo no Centro de Convivência, mas tinham várias andando também e toda periferia do Centro de Convivência é iluminada. O bem estar que é aproveitar a sua cidade não tem preço, é grátis. Eu fazia muito isso em São Carlos, perambulando pela Carlos Botelho, Praça XV, pelos interiores da USP e tomando café da manhã ou da tarde na padaria Guanabara.

.: Limpando meu Nome (Em Busca do iPhone) :.

Uma sexta-feira eu estava lendo notícias no meu notebook e pensei: "Poxa, como esse treco é pesado". Lembrei do PSP que é menor e portátil e também dá pra ler notícias. A tela até que é boa, mas o browser é muito lerdo e vive dando erro por falta de memória. Então eu pensei, por que não comprar um phone 3G? Comecei a pesquisar os planos e não os achei absurdamente caros. Os aparelhos é que estavam caros, no exterior eles são baratos, mas aqui nesse país tudo fica absurdamente mais caro. Os planos e os aparelhos. Eu procurei modelos de todos as marcas, mas para ter tudo que eu queria (3G, Wi-Fi, GPS, Browser, Aplicativos) só o iPhone mesmo. Então eu decidi comprar um. Entre o custo/benefício, a Vivo foi a mais em conta, comprando o aparelho mais as mensalidades do plano em doze meses. A diferença da TIM não era tanta e como a loja da TIM fica a cinco minutos de casa, resolvi ir na TIM mesmo.


Na loja já começou mal, eles não tinham o modelo de 16Gb. Depois descubro que a loja não fazia mudança de planos, só no Dom Pedro. E eu fui até o Dom Pedro... Lá o atendimento é assustadoramente lento. Me deram uma senha que provavelmente alguém já tinha segurado porque fedia muito. E fiquei esperando muito tempo até ser atendido. Quando fui, além de ser mal atendido, o atendente não quis aceitar o meu comprovante de residência. Depois disso perguntei se na loja do Iguatemi eles podiam fazer a mudança de plano e ele me disse que sim. Saí de lá passado. Voltei para casa, peguei outros comprovantes e fui para o Iguatemi.


No Iguatemi quando cheguei na loja da TIM, não tinha ninguém. Pelo menos não tive que esperar em filas. Falei com a mocinha da loja e disse que queria comprar um iPhone. Ela viu meus documentos e disse depois que não fazia mudança de plano, só no Dom Pedro. Eu fiquei "P" da vida, porque o carinha do Dompas disse que no Iguatemi eles faziam. Depois eu pensei, ah, vou comprar uma linha nova então, ficar com duas e depois de um ano eu faço a mudança de plano. Mas aí a mocinha pergunta para um outro cara lá da loja e ele disse que não tinham nenhum iPhone para vender. Eu saí passado de novo e fui direto procurar uma outra operadora.


Quando cheguei na Vivo, a senha eu peguei pela máquina e não da mão de uma atendente que dava senhas usadas e fedidas. Não tinha muita gente e fui atendido rapidinho por uma mocinha simpática. Nossa, como atendimento bem feito faz a diferença. Bom, ela mostrou os planos e escolhi aquele que já tinha visto pela Internet mesmo. Só que dos documentos que eu tinha nenhum servia como comprovante de residência, fora uma conta que estava no nome da minha irmã. Como minha irmã estava num curso de maquiagem, fiquei esperando até ela chegar. Fui até a Saraiva e peguei umas revistas falando da Apple e do iPhone. Quando ela chegou, fui direto para loja da Vivo, peguei a senha e dessa vez estava lotado. A loja é muito pequena e estava muito apertado, mas mesmo assim tinha tantos atendentes quando na loja da TIM do Dom Pedro, que só tem tamanho e atendimento nota 0. Estava quase fechando a compra daí descobri que meu nome estava no Serasa e não pude comprar o iPhone :(. Antes de sair do shopping eu passei numa loja da Claro e perguntei para uma atendente se eles aceitavam como comprovante de endereço algum dos papéis que eu tinha em mãos e ela, com a maior cara de bunda, disse para eu olhar uma plaquinha em frente a loja. Ou seja, Claro excluída da minha lista de possíveis operadoras.


Ontem eu fui até o Serasa ver do que se tratava. Eu achei onde ele ficava pelo Google Maps, ele indicou a rota e foi muito útil. Imprimi o mapa e não teve erro. Um phone 3G seria muito útil para me orientar nas direções, principalmente quando eu tiver um carro. Lá, eles me informaram que era uma pendência bancária no Banco do Brasil. Na hora eu pensei que fosse a conta bancária que eu não fechei em São Carlos... Saquei o valor que eu devia no Unibanco e fui até o Banco do Brasil quitar a dívida e limpar o meu nome. Para ser atendido nas mesas fui chamado na hora. A moça explicou que era um valor não pago do cartão de crédito, mas que ela não conseguia ver a compra porque era muito antiga e só na agência eles poderiam ver o que era. Ela explicou que a conta de São Carlos tinha sido transferida para Praia Grande e que aparentemente estava tudo certo. Eu peguei a senha para caixas e vi milhares de idosos passando na minha frente. Eu fiquei com dó, porque com certeza a maioria das coisas que eles estavam fazendo lá no caixa eles poderiam fazer pela Internet. Tinha uns idosos que se perdiam com as senhas que apareciam na tela. Daí eu pensei, o Banco do Brasil é um banco idoso e para idosos. E fiquei lá esperando sentadinho durante uns 40 minutos, acho.







Fila aqui, fila lá, fila pra tudo quanto é lugar!




Quando cheguei em casa eu liguei para minha mãe para ela ir ao banco ver do que se tratava aquele valor e pedir que ela bloqueasse todos os cartões em meu nome relacionados ao Banco do Brasil. Almocei, fui trabalhar e mais a noite ela me liga explicando que era de uma compra que eu tinha feito para minha irmã, do adaptador do Nintendo DS dela. Ela disse que a minha conta de São Carlos foi mesmo fechada e estava tudo certo agora. Ela disse que não tinha pago a fatura porque tinha pensado que era algum extrato e pensou que a conta de cartão de crédito iria cair na conta sozinha. Ou seja, fico com meu nome sujo por uma compra que não é minha e por não ter pago uma fatura que não veio no meu endereço. E por causa de tudo isso fico sem iPhone. Vou ter que esperar cinco dias úteis até que o meu nome saia da lista de pendências do Serasa. Mas se eu for comprar, Vivo com certeza. TIM e Claro sucks total pelo atendimento porcaria aqui em Campinas. A Oi tem uns planos 3G muito caros. Portabilidade é o que há, vou mudar de operadora com prazer.

.: Reprogramando o Cérebro :.

Hoje eu fiz umas buscas sobre a reforma ortográfica da língua portuguesa. Não que eu não tivesse dado uma olhada nisso antes, mas hoje procurei estudar um pouco mais sobre isso. Tipo, ouvi muita gente reclamando. Dizendo que era besteira mudar aquilo que demoramos tanto para aprender na escola, enfim. Mas eu acho que essa reforma é uma oportunidade para se exercitar o cérebro. Talvez isso se compare quando a gente tenta aprender ou esquecer de algum sotaque. Eu, por exemplo, já estou adaptado ao sotaque americano... Se tento falar o inglês britânico fica esquisito. Em português é mais fácil tentar usar o sotaque de outra região, já alterar detalhezinhos da fala do dia-a-dia é mais complicado. Outra coisa boa foi o fato de se acabar com aqueles "C"s e "P"s mudos que a gente vê no português de Portugal. Eu olho aquilo e acho tão feio. Tão feio quanto quando olho a palavra "ecrã". E, infelizmente, o Google Docs ainda teima em sugerir essas letras feias aqui quando eu escrevo meus posts e mando passar o corretor ortográfico.


Bom, além de conhecer as novas regras, espero que eu me acostume com elas naturalmente por osmose. Algumas regrinhas eu já aplico conscientemente, outras fico na dúvida e outras ainda nem me toco. De qualquer forma as duas formas estão valendo até 2012. Hmm... pior que quando a gente lê livros ainda está na forma antiga, pra aprender por osmose só lendo revistas e sites. Ou confiar no taco e ter certeza de quando é o certo.







Echochrome: exercício divertido para quebrar o condicionamento do caminho padrão.




O piloto automático é uma maravilha. Mas acho que todos os pilotos automáticos que a gente desenvolve deveriam ter um prazo de validade, ou pelo menos uma revisão, já que tem coisa que dificilmente muda mesmo, como somar dois em uns, por exemplo. Se trocarem o sinal de mais por um sustenido, acho que o mundo caía, de tão cabeça-dura que são os matemáticos mais fervorosos... Mas isso é mais uma questão de formação de padrão do que um hábito, eu diria. Recondicionar os nossos hábitos é muito importante para o processo criativo. Criar novos hábitos, fazer novas rotas, mudar o visual, trocar os móveis de posição (minha mãe que gosta de fazer isso), tudo isso contribui para dar uma sacudida no piloto automático. Eu faço exercícios de relaxamento à noite, como alongamentos, mas nada muito pesado. Eu aproveito para criar novas posições, tem horas que você enxerga o mundo de um modo completamente diferente (literalmente) e é muito bom. O tempo faz a gente se cansar das mesmas coisas.


Todo esse papo me lembrou de Echochrome, jogo do PSP que adiciona cinco novas leis na física do mundo da perspectiva:


  1. A lei da perspectiva de viagem - quando dois caminhos parecem tocar-se, tocam-se mesmo.

  2. A lei da perspectiva de sobreposição - quando um caminho parece encontrar-se sobre outro, está mesmo.

  3. A lei da perspectiva de existência - quando uma abertura entre dois caminhos não pode ser vista e os caminhos parecem estar unidos, estão mesmo.

  4. A lei da perspectiva de ausência - quando um orifício não se vê, não existe.

  5. A lei da perspectiva de salto - quando o caminhante salta, chega ao chão independentemente do que pareça encontrar-se sob ele.


O que o jogo traz de legal é usar essas leis para abrir novos caminhos, que não existiriam sem elas. Como eu sou meio descordenado, peno um pouco para controlar a tela, já que o bonequinho não pára de andar e nem sempre vai para onde a gente quer... Enfim, ter a mente aberta para espantar o medo do novo e quebrar preconceitos é uma sensação muito boa. Semana passada eu disse para meus colegas que o Firefox é um panda e não uma raposa. Achei incrível como ninguém acreditou na hora, mas o Wikipedia comprovou tudo. Acho muito louco a sensação de sentir seu mundo cair, porque abre uma oportunidade de você reconstruí-lo e enxergá-lo de uma outra forma. E como qualquer oportunidade, cabe a nós mesmos decidir aceitar ou não.